O QUE SÃO AS CARTAS TEMÁTICAS?
Os kits de cartas temáticas são constituídos por 4 conjuntos de cartas, cada conjunto com um determinado método de apresentação: as cartas com mancha amarela são respostas a perguntas; as cartas cor de rosa respondem a factos apresentados; as cartas lilás pretendem desvendar mitos com "Verdade ou Mentira"; e, por fim, as cartas azuis são o mote para agires. Estas cartas, em conjunto, têm como objetivo ajudar-te a desenvolver a temática do jogo e contêm informação relevante sobre vários temas relacionados com o meio ambiente.
Os microplásticos são pequenas partículas de plástico com um tamanho semelhante à espessura de um fio de cabelo (inferior a 5 mm) e podendo ter uma forma mais esférica ou mais alargada. Em casos de partículas de plástico de dimensões ainda mais pequenas é utilizado o termo nanoplásticos (até 100 nanómetros).
Apesar do impacto dos microplásticos na vida selvagem e na saúde humana ainda não ser totalmente compreendido, estas partículas podem conter aditivos químicos, ligando-se e transportando vários poluentes orgânicos persistentes, metais e até agentes patogénicos capazes de poluir o ambiente, afetar a fauna e flora e propagar doenças. Alguns animais ingerem os microplásticos sem se aperceberem e ficarão com uma falsa sensação de saciedade, o que faz com que não se alimentem como deviam, levando a problemas de crescimento e/ou mesmo até à morte.
Entre 69% a 81% dos microplásticos existentes nos oceanos são de origem secundária devido não só ao consumo excessivo de produtos plásticos, mas principalmente ao descarte incorreto destes resíduos, sendo que 13 milhões de toneladas de plástico vão parar aos oceanos anualmente. Estes resíduos podem ir de sacos, garrafas ou embalagens plásticas a redes de pesca, brinquedos, balões, cotonetes, beatas, entre muitos outros.
O local mais contaminado até agora testado foi o rio Tame, em Manchester, Reino Unido, onde foram encontradas 1000 partículas plásticas por litro. Foram também encontradas na ilha da Madeira rochas com crosta de plástico que se acredita dever-se ao choque das partículas de plástico com as rochas através das ondas. Sendo a ocorrência destes resíduos tão generalizada em todo o planeta, acaba por ser inevitável a sua presença no corpo humano, pois uma vez que os micro e nanoplásticos passam através da cadeia alimentar, facilmente chegam até nós.
Podes ler mais sobre esta investigação aqui neste link da notícia que saiu no jornal online da Universidade de Aveiro.
Apesar de ser uma área de estudo recente, os resultados obtidos até ao momento indicam que os micro e nanoplásticos estão presentes em todo o lado. Os microplásticos encontram-se espalhados por todo o globo: dos polos ao equador, dos ambientes de superfície terrestre aos fundos oceânicos e no gelo do Ártico, mas também em água doce e até no ar. Estas partículas entram facilmente na nossa cadeia alimentar através de ingestão direta, tendo já sido encontradas em diversas espécies marinhas e também nos nossos alimentos e água potável, consequentemente, até no corpo humano.
Quando se degradam em nanoplásticos, estas partículas têm a capacidade de penetrar membranas celulares e, assim, alojar-se em tecidos e órgãos. Apesar de ainda não existem dados científicos sobre como é que essa absorção pode ocorrer em tecidos humanos nem quais as consequências reais desse processo, é uma preocupação generalizada da comunidade científica. Principalmente porque associados a estas partículas de plástico podem estar diversos químicos tóxicos, metais pesados, compostos orgânicos poluentes (como o BPA), bactérias e outros agentes patogénicos que podem provocar doenças e problemas de saúde graves. Esta hipótese abre um leque de novas doenças e/ou novas vias de transmissão de doenças que poderão ser diretamente resultantes da poluição por micro e nanoplásticos.
Relativamente ao seu tempo de vida, os estudos realizados até agora não permitem perceber qual a longevidade dos microplásticos. Sabe-se que se degradam em partículas cada vez mais pequenas, mas se chegam a conseguir degradar-se completamente ainda é um mistério. De qualquer modo, fica com esta ideia: um saco de plástico pode demorar de 10 a 20 anos a decompor-se, e uma garrafa de plástico mais de 400 anos.
Os microplásticos podem ser divididos em duas categorias dependendo da forma como se formam: 1) microplásticos primários, aqueles que são intencionalmente produzidos e diretamente libertados no ambiente como pequenas partículas (ex: pellets, produtos de limpeza e produtos cosméticos); e 2) microplásticos secundários, que resultam de processos de fragmentação, desgaste e degradação de objetos maiores como sacos ou garrafas de plástico, brinquedos, balões e cotonetes quando expostos aos elementos (luz, água, calor e oxigénio). Estes últimos representam 69% a 81% dos microplásticos encontrados nos oceanos, devido ao facto de cerca de 13 milhões de toneladas de plástico irem parar aos oceanos anualmente.
Os microplásticos podem ser divididos em duas categorias dependendo da forma como se formam: 1) microplásticos primários, aqueles que são intencionalmente produzidos e diretamente libertados no ambiente como pequenas partículas (ex: pellets, produtos de limpeza e produtos cosméticos); e 2) microplásticos secundários, que resultam de processos de fragmentação, desgaste e degradação de objetos maiores como sacos ou garrafas de plástico, brinquedos, balões e cotonetes quando expostos aos elementos (luz, água, calor e oxigénio). Estes últimos representam 69% a 81% dos microplásticos encontrados nos oceanos, devido ao facto de cerca de 13 milhões de toneladas de plástico irem parar aos oceanos anualmente.
Estas partículas estão a ser encontradas e recolhidas de todo o planeta, em amostras dos oceanos e do solo, dos alimentos e bebidas que consumimos ou do ar que respiramos recolhidas, desde as áreas mais urbanizadas às zonas mais remotas. Em muitos casos as amostras indicam que estas partículas existem em quantidades assustadoramente elevadas.
Podes evitar embalagens plásticas - Ex: sabonetes em vez do gel de banho (muitas vezes os sabonetes artesanais não têm qualquer embalagem); champô sólido, pasta de dentes em recipiente de vidro, garrafas reutilizáveis, sacos de pano para as compras, desodorizantes sólidos ou embalados em cartão ou cortiça, wraps de cera de abelha ou resina para envolver alimentos em vez de película aderente, guardanapos de pano, etc.
Podes evitar plásticos descartáveis/de uso único como pratos, talheres, copos, palhinhas, balões, etc. Há alternativas sustentáveis para esta utilização!
Pequenas atitudes do dia-a-dia - Comprar a granel, comprar roupa de fibras naturais (algodão, linho, seda, etc), não deitar beatas para o chão, usar chá solto em vez de saquetas, não usar cosméticos com microplásticos adicionais, evitar restaurantes de fast food, etc.
Estas partículas entram facilmente na cadeia alimentar através de ingestão direta tendo já sido encontradas em diversas espécies marinhas e também nos nossos alimentos e água potável e até no corpo humano.
Os microplásticos encontram-se atualmente disseminados por todo o globo, dos polos ao equador, da superfície aos fundos oceânicos, no gelo do Ártico, nos sedimentos das regiões costeiras, mas também em ambientes terrestres e de água doce e até no ar.
Os microplásticos primários são pequenas partículas de plástico diretamente libertados no ambiente. Podem resultar de adições intencionais a produtos de limpeza como agentes abrasivos ou em produtos cosméticos, como géis de banho ou exfoliantes. Também podem ter origem no desgaste de objetos de maior dimensão durante a sua produção, uso e manutenção como é o caso da libertação de partículas com o desgaste de pneus ou na lavagem de têxteis sintéticos (como a nossa roupa p.ex).
Sim. Desde a década de 70 que se investigam soluções naturais (ou biotecnológicas) para a biodegradação de microplásticos. Estas soluções passam pela identificação (ou modificação) de microrganismos (em especial bactérias e fungos) capazes de degradar diferentes tipos de microplásticos. Alguns microplásticos são facilmente degradados por fungos (PUR) ou por bactérias (PE, PS e PET). No entanto, em alguns casos, estes plásticos só se tornam biodegradáveis após um pré-tratamento com calor ou radiação UV.
A Vaca-loura macho pode chegar até aos 8cm de comprimento, sendo inconfundível com a fêmea, devido às suas mandíbulas em forma de pinça para combater outros machos.
A Vaca-loura, cujo nome científico é Lucanus Cervus, também é conhecida como carocha, Abadejo, Escaravelho-veado ou Cabra-loura.
Como a Vaca-loura decompõe madeira morta para a sua sobrevivência, a redução de espécies nativas de árvores de grande porte, o aumento e intensidade de incêndios, a urbanização e a monocultura industrial leva à destruição do seu habitat.
As larvas de Vaca-loura vivem nas raízes de árvores antigas ou mortas durante cerca de 3 anos, alimentando-se de madeira morta. Quando atinge o tamanho certo irá completar a metamorfose, passando pela fase de pupa até chegar ao adulto. O macho adulto tem um período de atividade de cerca de 1 a 2 meses com o objetivo de acasalar, morrendo de seguida.
A Vaca-loura começa a aparecer durante a Primavera, tendo o seu pico de atividade nos meses de junho e julho. As fêmeas podem ser vistas até setembro, uma vez que demoram mais tempo a pôr os ovos nos locais ideais para o sucesso da espécie.
A Vaca-loura fêmea é pequena e o seu comprimento varia entre 2,6 e 4,1cm. São brilhantes, com a cabeça e tórax negros e abdómen e pinças acastanhados. Pode ser confundida com outras espécies, tal como Lucanus (Pseudolucanus) barbarossa, no entanto essa espécie tem antenas com 6 segmentos, enquanto que a da Vaca-loura tem 4 segmentos.
Sim. Consta no Anexo II da Diretiva Habitats, no Anexo III da Convenção de Berna e está classificada como Quase ameaçada pela UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza.
Esta espécie depende de árvores antigas, principalmente espécies de folha caduca como o carvalho-alvarinho ou o castanheiro.
Sim. Vaca-loura é um inseto voador. Os machos voam ao início da noite, em busca de fêmeas para acasalar.
Ao plantar carvalhos-alvarinhos, e outras espécies de folhosas nativas da tua região estás a aumentar o habitat disponível. Podes, ao mesmo tempo, tentar salvaguardar as árvores de grande porte existentes na paisagem.
Podes colocar madeira morta (preferencialmente de carvalho ou outras espécies nativas) de forma vertical e semienterrada no solo. Desta forma estará a imitar a zona basal de uma árvore e as suas raízes, o habitat preferido das vacas-louras para o seu desenvolvimento.
Procura o máximo de informação e identifica os locais onde estes seres vivos se desenvolvem. Podes participar no Projeto de Conservação VACALOURA.pt, que depende de cidadãos para recolher informação desta espécie. Para mais informações consulta o site vacaloura.pt.
Podes descarregar as cartas temáticas aqui, no botão abaixo.